Saturday, April 26, 2008

Liebslied...

Te amo tanto que chega a doer,
Doer o meu peito,
O peito que você faz sofrer.

Te amo tanto que chego a chorar,
Por não ter você
Aqui para me abraçar.

Te amo tanto que só sei sofrer,
Porque eu te vejo
De uma maneira que você não me vê.
Mas posso dizer que te amo tanto,

Que nunca vou te esquecer,
Porque esquecer você seria
Esquecer o amor de viver.

Thursday, April 17, 2008

Bruninha e a flauta Magica....


Caros Leitores,


Ontem as 22:00 dei a ultima nota do meu ultimo CD " The Magic Flute". O que foi um momento de grande júbilo pra mim, a idéia de gravar esse Cd surgiu ano passado ao descobrir que meu amor alem de ser uma exelente profissional da area da saúde, tambem tocava piano. Com o tempo e as conversas fui vendo o que ela gostava, e construi todo um repertorio dedicado a ela, na verdade cada música foi escolhida a dedo, ao lado da pianista Semíramis Rima gravamos uma a uma. Esse Cd é uma grande viagem atraves do mundo da música e do imaginario , elas vão da maravilhosa Ave Maria de Schubert, a mistica " La Ronde des Lutins" de Antonio Bazzini, virtuose Italiano do sec. 19, essa música relata uma festa pagã de duendes e seres fantasticos, temos tambem de Pablo Sarasate as famosas Zinguenenweissen (´bem..em portugues " Arias Ciganas") aqui numa dramatica e virtuosa interpretação, pra acalmar um pouco 2 Noturnos de nosso grande Pattápio Silva, aqui em primeira gravação mundial em manuscritos resgatados por mim, e na compainha de meu grande amigo Emmanuele Baldini, que atulmente é um dos grandes violinistas da Atualidade ( http://www.emmanuelebaldini.com/) , temos tambem duas valsas vienenses de Fritz Kreisler, Liebslied e Liebsfreud , que tem pra mim grande significado em relação ao meu amor , uma quer dizer Tristezas de amor, mas no final ela terminar em maior, que mostra que sempre há esperanças e segundo o mote que eu adoto ""Não existe amor impossível; existem pessoas incapazes de lutar por ele.", a segunda valsa Alegrias de Amor.
De minha herança do Conservatorio de Paris de Louis Balleron, Romance et Bolero para flauta e piana , um musica de salão linda e dedicada, que procuro mostrar toda essencia da escola francesa de flauta. Ainda temos uma música que eu gosto muito e que meu amor disse que era a favorita dela, da opéra " a história do Tzar Saltan" O voo do Besouro, do russo, Nikolai Rimsky Korsakov, aqui tocada de uma forma que eu nunca achei que fosse possivel, acho que da pra fechar os olhos e imaginar o Besouro...rs, ainda no imaginario popular, da europa central temos HORA Staccato, HORA é uma dança cigana muito conhecida na Romenia, em meu arranjo baseado na versao do proprio compositor Grigoras Dinicu, Ate musica espanhola temos nesse CD, do Catalão Gaspar Espinosa, o Capriccio " Moraima" Tambem , em primeira gravação mundial.

Mais um pouco de música Brasileira, temos de Ernesto Nazareth a maravilhosa valsa " Pássaros em Festa, em um arranjo feito por mim para flauta e piano. E alem da Musica que muito me seguiu a vida toda, as famosissimas Czardas de Vitorio Monti, lembro que a primeira vez q ouvi , eu deveria ter uns 4 anos , na interpretação de meu pai, e quando eu tinha 8 anos le,bro que era no mes de agosto, eu ouvi com flauta doce, na versão de Michala Petri, o que muito me impressionou, e secretamente em minhas orações eu pedia a Deus, quero casar com uma mulher que goste dessa musica e que um dia possa tocar comigo...Coincidencias não existem...

O cd Termina com uma Polonaise Brillante do compositor Polones Henrik Wieniawsky, uma peça de grande bravura e virtuosidade.


O porque de "Magic Flute"?

Na opera de Mozart " A flauta Mágica,

Na esperança de que Pamina o encontre Tamino toca a flauta mágica. Animais de todas as espécies, enfeitiçados pelo som da flauta, saem de suas tocas para ouvir a música. Quando Tamino toca um canto de amor. Finalmente Pamina o esculta e o amor vence .Abraçado a Pamina, o príncipe Tamino toca a flauta mágica para afastar a angústia e o sofrimento, e os dois, lado a lado, galhardamente, superam todas as provas.


Esse Cd é dedicado a Bruna, fonte constante de inspiração pra mim. E como eu sempre digo:


"Não existe amor impossível; existem pessoas incapazes de lutar por ele."


James

Sunday, April 13, 2008

Amor Omnia Vinci

Já perdoei erros quase imperdoáveis,tentei substituir pessoas insubstituíveise esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,já dei risada quando não podia,fiz amigos eternos,amei e fui amado,mas também já fui rejeitado,fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,já vivi de amor e fiz juras eternas,“quebrei a cara muitas vezes”!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,já liguei só para escutar uma voz,me apaixonei por um sorriso,já pensei que fosse morrer de tanta saudadee tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo, minha saudosa mãe).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…E você também não deveria passar!
Viva!Bom mesmo é ir à luta com determinação,abraçar a vida com paixão,perder com classee vencer com ousadia,porque o mundo pertence a quem se atrevee a vida é “muito” pra ser insignificante.
Charles Chaplin

Sunday, March 16, 2008

As sem-razões do amor ( para Bruninha, com amor )


As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,

Não precisas ser amante,e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graçae com amor não se paga.

Amor é dado de graça,é semeado no vento,na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionáriose a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amobastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)a cada instante de amor.

Monday, March 03, 2008

Os dez estágios do alcool (Para meu amor)

1º ESTAGIO === `AQUECIMENTO` =======

Você começa a beber, aquilo desce gostoso, provocando alguma lacrimejaçaoe sorriso fácil. Fica sociável e alegre. Bate bons papos com os amigos econta algumas piadinhas boas pra relaxar o ambiente.



2º ESTAGIO `O SÁBIO`



Com mais alguns goles, se torna o cara mais inteligente do local,domina praticamente todos os assuntos, e discute como se fosse o "rei da cocada preta" Conhece tudo e entende todos os assuntos. E ai de quem discutir contigo...


3º ESTAGIO `O COMEDOR`

Esse é o estágio Tom Cruise. Além de falar que já comeu todas as mulheres da sua faculdade e do seu bairro,você começa a se achar o cara mais lindo e gostoso do lugar.Todas as minas começam a dar mole!!! Até mesmo as que não olham, pois estas só estão fazendo charme pra chamar sua atenção, estão `dando uma de difícil`. Você realmente se acha o mais bonito do lugar...


4º ESTAGIO `BARANGUEIRO`

Alguma coisa diferente começa a acontecer com as pessoas do sexo feminino!
Começam a ficar mais bonitas e chamativas. É incrível.... Todas ficam lindase gostosas!!!Rugas , espinhas, gorduras, bigodes somem. Grau de parentesco, bafo,chatice, ex namorada do amigo, vai tudo por água abaixo...

5º ESTAGIO ` MYKE TYSON`

Após perceber que você se tornou o mais bonito e procurado do local, é necessário demarcar o território de atuação para ninguém te atrapalhar! É quando você se torna o cara mais forte do mundo, bate em todos e ninguém pode com você!
Em boates dá ombradas de propósito, mexe com a mulher dos outros e quando está no camarote, bate cinza lá de cima na cabeça de quem está em baixo...


6º ESTAGIO `O RICO`

Você se torna o cara mais rico do mundo. Começa a pagar bebida pra todo mundo, afinal de contas todos são seus melhores amigos. Além de pagar bebidas para os outros, você bebe as bebidas mais caras do local, e você começa a marcar festas e churrascos na sua casa para o dia seguinte.


7º ESTAGIO `XAROPE-INVISIVEL`


Esse é o pior de todos. Você faz um monte de burradas e acha que ninguémtá vendo nada. Derruba copo, quebra garrafa, faz xixi na lixeira do banheiro e no papel higiênico, FAZ XIXI NAS CALÇAS, fica pendurado nas escadas, conta só piada chata, faz força pra ficar em pé no lugar...


8º ESTAGIO `CHORÃO`

Você chora por tudo... Aí você lembra da mulher que te deixou, do teu amigo que não foi pra festa, da sacanagem que aprontou com o colega, do dinheiro que esqueceu de dar para a empregada! Tudo é motivo para você desabar em lágrimas.

9º ESTAGIO `FIM-DE-NOITE`


Você volta para casa ainda com lágrimas nos olhos... Chega em casa, vomita na porta antes de entrar e quando entra esbarra em tudo e derruba um monte de coisas. Ai se alguém só pergunta o que é o barulho todo, você diz logo:` Eu não bebi... porra! ` Aí você lembra da sua ex-namorada e acha que ela quer receber um telefonema seu as 4:00hs da manhã, e ao estar falando com ela dorme no telefone...


10º ESTAGIO `SEM-MEMORIA`

Estágio Amnésia. Após dormir mais de 12 horas nem lembra o que fez no dia anterior (ou finge não lembrar), e dependendo do comentário geral da galera, jura que nem saiu de casa... Esse estágio também provoca `A Hora do Espanto`e `A Hora do Pesadelo`! É aquele famoso medo de acordar com algum monstro ou E.T. do seu lado, ou de um amigo dizer que você pegou uma mulher que parecia o rascunho do mapa do inferno rasgado e com as pontas queimadas....

Que dureza...

Wednesday, February 20, 2008

History of Paganini & the 24 Caprices and my version on flute






Niccolo Paganini was born in Genoa on 27th October, 1782. His natural aptitude for violin became apparent at an early age, and he had his first lessons on the instrument from his father, who was in the shipping trade but was an accomplished performer on the mandoline. The young Paganini subsequently had lessons with Giacomo Costa, maestro di cappella of the Cathedral of San Lorenzo. He made his first public appearance in 1793, and at Costa's suggestion he then began to play solos regularly in church every Sunday - a discipline which he was to appreciate in later years.
A period of study in Parma with Alessandro Rolla and Gaspara Ghiretti followed, and in 1797 Paganini, accompanied by his father, embarked on the first of his many concert tours. On his return to Genoa he wrote down his first compositions for his instrument. He spent the years 1801-4 in Tuscany, in comparative retirement, but devoting himself principally to composition (for the guitar as well as the violin), and between 1805 and 1813 he was, for much of the time, in the service of Elisa Bacciochi, sister of Napoleon and Princess of Lucca and Piombo (later Grand Duchess of Tuscany).
From about 1813 onwards Paganini undertook a succession of concert tours, first in Italy, then in Austria, Germany, France, and the British Isles. He spent just over a year in England (from June 1831 to June 1832), during which time he made a profit of 17,000 pounds British Sterling, and his business acumen - if not his mastery of the fiddle - was summed up in a contemporary pun which ran: "Who are these who pay five guineas, To hear this tune of Paganini's? -


Echo answers - "Pack o' ninnies."



His last years were spent partly in Parma, partly in Paris (where he met Berlioz and, in January 1834, asked him to compose a work for him to play on his Stradivarius viola - the result of which commission being Harold en Italie, which Paganini never deigned to perform because "there was not enough for me to do"), and partly in the South of France.
He died in Nice on 27th May 1840 of a disease of the throat from which he had been suffering for some years.



Musical Legacy



No musician had more fantastic stories to his name, and certainly none took less trouble to refute them. Many people seriously believed that he had been convicted of murder and that he had taught himself to play the violin with one string only while eking out a prison sentence, and it was almost common knowledge that he was in league with the devil (unlike an earlier violinist/composer - Tartini - who only dreamed about him), yet the maestro, who undoubtedly knew the value of good publicity, seems almost to have encouraged these and similar rumours to spread.
As to his breathtaking command of his instrument there can be no doubt, legends or no: no violinist before him had displayed such a stunning degree of virtuosity, and there have been few since who could claim to have equalled him. The fact that he allowed only a few of his compositions to be published during his lifetime shows how jealously he guarded his secrets.





The 24 Caprices



As we have seen, only a handful of Paganini's compositions were published during his lifetime; of those that were, the twenty-four Caprices, Op. 1, which were probably inspired by the astonishing cadenza-like caprices in the twelve violin concertos that form Pietro Locatelli's L'Arte del Violino, Op. 3, published in 1732, are by far the most important. They appeared in 1820, and are still the supreme test of any virtuoso violinist.
They have exercised an extraordinary influence on later composers: Schumann based two sets of piano studies on them (and provided piano accompaniments for the originals); Liszt based his whole conception of virtuoso piano playing on them, as can be seen from the six Etudes d'execution transcendante d'apres Paganini and the twelve Etudes d'execution transcendante; and the celebrated No. 24 - a theme with twelve variations - was the basis of Brahms's Paganini Variations, Op. 35, Rachmaninov's Rhapsody for piano and orchestra, Op. 43, and Boris Blacher's Orchestervariationen, Op. 26.
Inasmuch as they explore virtually every aspect of violin technique - legato, staccato, spiccato, tremolo, harmonics, trills, arpeggios, scales, left-hand pizzicato, and multiple-stopping (thirds, sixths, octaves, and tenths) - the Caprices can be described as studies, though to treat them merely as technical exercises, however difficult they are to play, is hardly to do them justice.
In many of the pieces, such as Nos. 1, 2, 3, 5, 10, 12, 16 and 22, a strong moto perpetuo element is noticeable, even though this may not always extend right through the movement. Several of the Caprices, such as Nos. 3, 8, 11, 20, 22 and 23, have a slow opening, often in octaves, which reappears, whether literally or in modified form, at the end. No. 6 is a remarkable study in tremolo; No. 9 imitates the sound of flutes and horns; No. 17 contains some terrifying octave semiquavers; Nos. 12 and 13 are markedly chromatic; and No. 24, as has already been pointed out, is a set of miniature variations.





James Strauss , He has had the courage to arrange the Op 1 Caprices for flute, a Herculean feat that involves some wholesale rearrangements. Since its impossible to replicate double stopping, string crossing, extra parts and chordal writing amongst other things he has had to "revamp" (his word) the flute part. In that respect, maybe surprisingly, he's not the first. There's an arrangement. I believe, by Jules Herman dating from the early 1890s and the French flautist Patrick Gallois has also brought out his own arrangement, published by Leduc, which sounds a good deal more avant-garde than Strauss's employing as it does circular breathing, flutter tongue and humming, Strauss prefers a degree of flexibility allied to more conventional means. He advocates crisp articulation at fast tempi, replacing, for instance, the double-stopping of No 8 with octave leaps (Gallois here employs "double articulation" to provide an octave effect). In No 9 Strauss uses grace notes to imitate the Caprice's huntsman's call; in the same Caprice the French flautist engages in some suitably pyrotechnic humming. I was anticipating No 6 with its sustained single string melody and simultaneous trill with some interest; here Strauss plays the melody with the trills quite an inventive solution. It takes quite some violinist to tackle the Caprices let alone a flautist and the young Brazilian man acquits himself well. Of course there are problems; the scintillating runs in No 2 are difficult to sustain (the flutes limitations here, due to breath taking, are really considerable and take their toll). Intrusive breaths compromise the melodic line; the trills of No 11 could have been more deftly and quickly taken, although I did most certainly enjoy Strauss's elegance in this rhetorical Caprice. Its very difficult to bring off the register leaps of No 15; quite a lot of line fracturing is involved. Transpositions are inevitable in a transcription of this kind but Strauss has an acute musical ear for incongruity and an occasionally frisky one as well listen to the over drone melody of No 12 and its attendant buzzing tone. No 22 emphasises an occasional fault of the recording which is to expose a certain shrillness in Strauss's tone, especially maybe inevitably at the top of the compass, though this is hardly surprising given the remorseless virtuoso rhetoric he has deal with. Its good that flautists are increasingly looking to this kind of repertoire; if you're going to do it at all you might as well do it as well as Strauss. And with a great difererential: Strauss´s added the Robert Schumann accompaniment of the Caprices, like that all the polifony we loose with the flute its on the piano.




Tuesday, February 19, 2008

Meu primeiro concerto com orquestra...

Caros amigos e amigas leitores,
Essa semana estou mesmo nostalgico, me veio a memória, meu primeiro concerto com orquestra, que foi com a melhor orquestra do Recife naquela época, a Orquestra de Camara da UFPE, com todas as lendas do cenario musical de Pernambuco. Mas não foi fácil, meu pai não aceitava o fato de eu ser flautista,logo quando eu disse a ele que queria fazer um solo com orquestra ele logo pos mil problemas, que eu não estava pronto ....


Eu havia conseguido umas partituras do Petre Rosso ( Antonio Vivaldi) , tinha esse apelido por ter uma grande cabeleira ruiva, Vivaldi foin realmente um grande compositor e fez uma sério de 6 concertos para flauta que estão em seu opus:10 , essa coletanea tem 6 concertos e 5 deles com nomes distintos, o numero 1 " La tempesta di Mare", o 2 "La Notte", o 3 "Il Cardelino" , o 5 " con sordino", e o 6 "il Cavallo"...Mas eu tinha uma predileção pelo 4, que não tinha nome, mas eu o achava lindo e quis toca-lo, ai surgiu a figura de um amigo de meu pai , Eduardo Rodolpho Puglia, um contrabaixista Uruguayo, hoje falecido. O Eduardo era muito amigo da familia, e eu falei com ele meu descontetamento com meu pai, ele me chamou em segredo para ir a casa dele, e pediu para eu tocar pra ele, logo depois ele me pergunta, "James, vc tem, a partitura?", eu respondi, "sim aqui comigo, tenho as partes de todos da orquestra" ...Ele disse, me empresta e aguarde intruciones, listo?" Eu disse ok.

Uma semana mais tarde, ele me liga e diz, vem com a flauta amanha na Universidade.

Detalhe, meu pai não sabia de nada, so que um flautista iria tocar Vivaldi com orquestra, e na verdade meu pai queria mer fazer uma surpresa e mostrar um cara bom tocando e dizer que faltava muito pra chegar a ser solista...

Chego lá, meu pai ficou surpreso ao me ver la, estavam todos lá, todas aquelas lendas que eu ja conhecia desde criança, o Spalla Abrahan Levison , um judeu argentino, a Fanny, o cello magico da Marisa Jonhsson...

Meu pai lívido, olhei pra tras e Eduardo deu uma piscada pra mim, meu pai foi enganado por todos. Aquilo me deu um ar de Jubilo..e naquele primeiro ensaio, tocamos juntinhos, dei conta do recado, estava nervoso, mas me concetrei e fui la, no fim do ensaio a Marisa chegou pra mim e disse, na frewnte de meu pai " Teu pai escondendo o jogo, dizendo que não sabia se vc tinha talento e vc aqui detonando, parabens"


Meu pai foi pra casa e naum trocou uma palavra comigo no carro....


3 dias depois era o grande dia, auditorio da Biblioteca da UFPE, eu tinha 13 anos, ia fazer 14 so em novembro e estavamos em outubro de 1988...


A orquestra começou com uma Abertura de Handel, depois umas peças curtas de Bocherini, e finalmente chegou a minha vez, ai a coisa tomou um rumo diferente , Eduardo e Jarbas Maciel, músicos da orquestra foram dizer algumas palavras, sobre o solista...Meus olhos ficaram umidfos, pois não sabia que era observado assim, falaram que me pegaram nos braços quando eu tinha so alguns meses, de que todos falavam de minhas disposições precoces, e estavam muito felizes em participarem de meu primeiro concerto importante, que meu pai deveria estar orgulhoso de mim...


A sala estava cheia, confesso que quando entrei, deu um frio na barriga, mas fui la e fiz bonito, em Vivaldo sempre se tem muitos dialogos com o primeiro Cello....lembro que eu tocanva e olhava para a Marisa nos olhos, e ela piscava pra mim e sorria, em resumo foi um sucesso.

Hoje mais da metade da orquestra ja passou pra o andar de cima, mas ficartam para sempre na minha memoria, agradeço sempre a todos, que de uma forma ou outra acreditaram em mim.


James

Saturday, February 16, 2008

20 anos : Nostalgia!


Caros Amigos leitores,



Ha alguns dias eu me desentendi com uma pessoa muito mediocre, que me fez mandar um e mail pra ela a situando um pouco, nem sei se surtiu efeito, pois acredito que ela nem deve ter entendido , mas relendo com calma esse e mail, ele me trouxe algo interessante, éque lembrei que hoje é um dia muito especial pra mim, pq faz exatamente 20 anos que pisei num palco pela primeira vez. Lembro exatamente daquele dia...eram 16:30, acompanhado do amigo Cesar Michiles na segunda flauta, e da pianista Heloisa Maibrada. Um trio de Franz Benda.

A emoção de entrar no palco, o frio na barriga... me trazendo lembraças longinquas, a primeira flauta que eu ouvi no ventre materno, Jean Pierre Rampal tocando o Adagio de Tomaso Albinone, depois o outro flautista de referencia era Roger Bourdin.... Lembro do primeiro desejo de tocar flauta, vetado pelo meu pai. E fiquei com aquilo preso dentro de mim, e nessa tarde de fevereiro, eu ia por tudo isso pra fora, eu ia tocar no palco, com publico me assistindo.

Lembro bem quando entrei , e dei as primeiras notas, algo se apoderou de mim, a musica falou, ali nascia James Strauss. foi um sucesso, embora o meu professor na epoca nao ficou muito contente por eu ter ornamentado as repetiçoes, algo queele não havia ensinado, na epoca eu o achava limitado, hoje eu sei que ele queria me dar disciplina, que eu realmente precisava. E de la pra ca tanta coisa aconteceu, lembro ate de um concerto no Theatro Santa Izabel, com o meu amigo Cesar Michiles, uma sonata de Handel para duas flautas...

Teatro cheio, e no meio de uma adagio...poetico....eu abri os olhos....e vi aquele ser no meio da plateia, pulando e andabdo...Um Rato gigantesco, tentei nao rir mas era engraçado, pois ninguem viu...


Alguns anos mais tarde, eu estava me diplomando pelo Conservatorio Pernambucano de Musica, primeiro flautista diplomado la em 63 anos de casa. Virei celebridade, sai no Jornal, sai na Globo, na BAND e no SBT. Logo depois veio a Recife um maestro Frances François Carry, e depois de um curso de música de câmara, apreciou muito minha interpretação de uma sinfonia de Gounod pra sopros, que tem um lindo adagio com solo de flauta, que eu estava particularmente inspirado.

E me agraciou com uma boolsa de estudosm integral para estudar em Paris, nesse mesmo ano, fui revelação do festival de inverno de Campos do Jordao, sai na globo denovo, dessa vez com o Mauricio Kubrusly, sai na Folha, no Estadão...em setembro estava em Paris....


mas tenho saudade da inocencia daqueles anos , da criança James, em pensar que os sonhos que sonhei naquela época, que pareciam tão distantes , tenho quase todos realizados, por isso é bom sonhar grande, para ser grande. E perseguir os sonhos, ir atras, lutar por eles.


James

Wednesday, February 13, 2008

sonho...

Eu ando pelo mundo prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo, cores
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca,
Uma cápsula protetoraEu quero chegar antes
Pra sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus grausEu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome nos meninos que têm fome
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controleEu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde?
Transito entre dois lados de um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo, me mostro
Eu toco para quem?
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
MEU AMOR CADÊ VOCÊ?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado
Bruna onde estas?

Monday, February 04, 2008

Quem foram os Irmãos Doppler...?

Franz and Karl Doppler (1821-1883, 1825-1900)

Franz and Karl Doppler were both born in Lemberg (the modern Lvov, in Ukraine), where their Austrian father, a composer and oboist, was an Imperial regimental musician. The brothers were taught the flute by their father and drew public notice for their rapid progress on the instrument. After temporary stays in Warsaw and Bucharest,the family settled in Budapest in 1838 where both brothers found positions as flutists and assumed parallel careers as composers and performers.
The brothers toured the musical centers of Europe performing their compositions of virtuoso fantasias and paraphrases for two flutes to great acclaim. The Doppler's compositions,sometimes written together, reflect the tastes of the period. They make great use of Hungarian themes, whether in Variations sur un air hongrois or Fantaisie sur des motifs hongrois, or in the famous Fantaisie pastorale hongroise.Transcriptions and pot-pourris on melodies from operas were highly prized by the public, forms to which Liszt, Glinka and many other composers contributed.
In an excerpt of his review of an 1855 Viennese concert by the Dopplers, critic Eduard Hanslick writes: "The flute playing of the Doppler brothers is among the most distinguished that we can remember in the field of instrumental virtuosity".
In 1858 Franz took a post in Vienna as first ballet-conductor (and resident ballet composer ) at the Vienna Opera and as professor at the Vienna Conservatory, and Karl held various posts as principal flute and composer until 1865 where he served as Kapellmeister in Stuttgart for the next 33 years.

A Perna Cabeluda ( para Aline Verdi )

Raimundo Carrero

[Diário de Pernambuco, Recife, 01 / 02 / 1976]


O repórter, apressado, nervoso, entrou na redação do jornal. Colocou o papel na máquina, mas estava de tal forma agitado, que não sabia como escrever. Percebendo sua indecisão, o editor procurou saber o que estava acontecendo. Gago, voz presa na garganta, precisou de alguns segundos, ainda, para ordenar as palavras. "A perna cabeluda está em Olinda" disse, esperando a reação do chefe. Uma pessoa fora agredida, levara três pernadas no pescoço, uma na barriga, sangrando fora socorrido por populares e estava agora no Hospital da Restauração. E não fora a única vitima. Invadira também a residência de uma bela moça, não respeitara pai nem mãe, com uma rasteira derrubou-a no meio da sala e diante dos olhos estarrecidos da família, que não sabia como reagir, praticou agressões.
Foi um corre-corre na rua, gente chamando a polícia, mulher chorando abraçada com o marido, irmãos e parentes, as mais piedosas e religiosas rezando nos pés dos santuários. A pobre moça, coitada, gemia, gritava, pedia proteção. Não era fácil, no entanto, agarrar a perna. Ágil, saltava para todos os lados. Teve um rapaz, herói anônimo, que ainda pulou a janela da residência, mas nada pode fazer porque logo recebeu uma violenta pernada na cabeça, caiu sangrando, batendo quase morto. A perna cabeluda somente se deu por vencida quando foi escutado o gemido do carro da polícia. Saiu correndo pela porta dos fundos, meteu-se numa rua estreita, atravessou um beco e desapareceu num matagal. Os homens da rua, penalizados com o choro da moça, formaram logo uma "coluna", armaram-se de facas, revólveres, pedaços de pau e saíram em sua perseguição. Nessa hora os policiais já vinham chegando. Juntaram-se aos guerreiros, saíram em busca da perna criminosa. Foi que um guerreiro mais afoito, que corria em frente de todos, armado com um revólver, uma peixeira, e um canivete, deu um grito, caiu sangrando, o corpo todo dolorido. No escuro não pôde ver a perna cabeluda escondida atrás de uma moita. Vingativa, não apenas deu-lhe uma rasteira, como chutou sua boca e ficou pulando sobre seu peito. Os outros homens correram em seu socorro, mas havia a surpresa: confundindo-se com a escuridão, a perna pulava mais que saci-perêrê, agilíssima, de um lado para o outro, cai aqui, cai aculá "ela está aqui" "ela está ali", um caindo por cima do outro, cabeça lascada, braço quebrado, barriga rasgada. Pior foi quando começou a chover. Trovões, relâmpagos, muita água, sangue correndo na lama. Confundindo-se, os guerreiros agrediam-se, esmurravam-se. Um fuzuê dos diabos. Quando a perna decidiu desaparecer, ouviu-se uma gargalhada medonha, três soluços e um arroto.
Derrotados, os guerreiros retornaram para casa, feridos, alguns em macas, os policiais jurando que ela seria presa ainda aquela noite, todo contingente seria acionado, não haveria escapada. Quando entraram na rua iluminada, as mulheres esperando nas janelas – umas chorando, outras conversando agitadas -, parecia uma procissão de desgraçados. O socorro foi logo providenciado. Mesmo no carro da polícia os mais feridos foram conduzidos para o hospital. Parecia o fim do mundo, correu um boato na rua que era o início do apocalipse, era preciso começara rezar com muito fervor, pois uma multidão de estrelas já se precipitavam do céu e uma legião de mortos vestiam os seus corpos para sair dos túmulos, cobrando promessas aos vivos. As moças choravam, os rapazes corriam para ir à igreja, queriam se confessar. Teve cabeludo que raspou o cabelo, afrouxou as calças e vestiu o terno. As mulheres cobriam as barriguinhas e encompridavam os vestidos.
Mas foi que a agitação cresceu mais ainda, quando já se imaginava que era chegado o momento de dormir sossegado. Os gritos de uma mulher foram escutados, misturados com uma pancadaria, voz de homem furioso berrando. De repente, a mulher foi atirada na rua, bateu com a testa no chão, quebrou a cabeça. O homem furioso apareceu com um revolver na mão. Foi logo contando: chegara em casa cansado, louco para dormir, e quando entrou no quarto, o que viu, ao lado da mulher, estava deitada a perna cabeluda, morrendo de rir. Perdeu a paciência, puxou a mulher pelos cabelos, esfregou-a na parede. E a perna gargalhava, dava saltos em cima da cama, dançava samba, rumba e frevo. Insatisfeita, ainda deu-lhe um chute na barriga e saiu correndo. Ninguém mais podia se conformar, era mesmo o fim do mundo. Mesmo os mais afoitos não se decidiam a perseguir a malvada. Socorreram, no entanto, a mulher ferida. Vários carros da policia apareceram para proteger o povo da rua. Os policiais traziam metralhadoras, canhões, revólveres, gás lacrimogêneo, o diabo. Armaram esquemas, trancaram as ruas, esquinas, vielas. Desistiram, porém, quando surgiu a notícia, ninguém sabe quem deu: a perna cabeluda estava pintando o diabo em Boa Viagem. "


Alguns anos antes....

Entre as lendas urbanas mais curiosas do Nordeste está sem dúvida a da Perna Cabeluda, uma entidade sobrenatural que teria assombrado as ruas do Recife durante a década de 1970. Aparecendo onde menos se esperava (e por falar nisso, onde é que alguém esperaria que aparecesse?), esta criatura era o oposto-simétrico do Saci Pereré. Ou seja, era uma perna-sem-pessoa, em vez de uma pessoa-sem-perna. Surgia pulando (eu já ia dizer ôpulando num pé:), atacava os transeuntes, dava chute em todo mundo, e depois fugia pulando.
Foi cantada em verso e em prosa. Apareceu como protagonista em folhetos de cordel como "A Perna Cabeluda de Tiama e São Lourenço de José Soares, inclusive um em que ela enfrentava outra criatura mítica: A véia debaixo da cama e a Perna Cabeludão de José Costa Leite. Apareceu também em um vídeo de Marcelo Gomes, "A Perna Cabeluda" (1995). Figurou em shows de Chico Science & Nação Zumbi: Chico dançava com uma perna de pano estufada, e depois a jogava no meio da platéia. Eu próprio a utilizei como tema num curta para TV de 40 minutos para o programa "Viva Pernambuco", em 1996, dirigido por meu amigo Romero de Andrade Lima e Cláudio Assis.( esse ultimo é meio pirado fez um filme de muito mal gosto chamado Amarelo Manga, Aline se você e meuos ouitros 9 leitores ver esse filme, aquilo é ficção forçada viu)
A Perna Cabeluda é um bom exemplo de como surgem essas criaturas folclóricas. Uma vez eu estava em Recife conversando com o escritor Raimundo Carrero, que me deu uma versão para o surgimento dessa lenda. Ele e Jota Ferreira tinham um programa de rádio (pelo que me lembro ele era redator e Jota Ferreira o apresentador, mas posso estar enganado, afinal eu era muito criança mas lembro do bafafa...). E uma noite, entre uma música , meu avó era um ficcionado em rádio, e depois de uma ou outra deram uma notinha humoróstica, mais ou menos assim: "Pois é, meu amigo, a vida no Recife não anda nada fácil!...

Chega agora a nossa redação a notícia de que Fulano de Tal, guarda-noturno, chegou em casa depois de uma jornada de trabalho e deitou-se para dormir ao lado de sua esposa. Ouviu um barulho, e ao olhar para baixo viu uma perna cabeluda embaixo da cama!"A intenção era sugerir, com a imagem da perna cabeluda, a presença do Urso ( no nordeste significa amante da esposa) A nota provocou muitos risos, e no dia seguinte, eles voltaram á carga. E atençao, minha gente... Sicrano de Tal, morador da Imbiribeira, chegou em casa de viagem, e para sua surpresa viu a perna cabeluda fugindo pela porta da cozinha! E aí não parou mais. Usada inicialmente como uma sinídoque visual (a parte pelo todo), a perna acabou ganhando vida própria.

Isto não quer dizer que qualquer coisa inventada vire automaticamente uma lenda. Neste caso específico virou porque a imagem resultante ficou ao mesmo tempo absurda e engraþada, ou pelo menos assim pareceu A galera onde a história comeþou a circular (ouvintes de rádio dos suburbios recifenses). Imagens e figuras semelhantes são lançadas diariamente no caldeirão cultural. Mais um processo aleatório. Umas pegam, outras não. A Cultura popular talvez se defina por este aspecto aleatório, onde não se pesquisa, não se planeja, e as criações dÒo certo meio que por acaso. A verdade é quem em pouco mais de 30 anos a "`Perna Cabeluda" teve mais de 5000 vítimas, gente que jurava que teve um filho com ela, com foto documetada em jornal e tudo...

James

Saturday, December 22, 2007

Manifesto : 30 dias com Bruna

Bruna,
Afrodite me abençoou. Muitas pessoas acreditam q essa Deusa é cor de rosa e de bondade imensurável. Não que não seja, mas para merecer suas bênçãos há que se merecer e ser forte pois sua face pode ser ora linda, ora terrivelmente devastadora. Para merecer as bênçãos que caem hoje sobre meu corpo tive que passar pela dura prova que Afrodite Negra me entregou. Sofri dores terríveis e tive meu coração dilacerado, meu corpo rejeitado junto com minha alma que vagaram noites e noites na escuridão fria de labirintos sem fim. Mas como um bom Fauno e bom cavalheiro, não me entreguei e estou suportando tudo o que Ela me mandou, mesmo que por vezes amaldiçoasse ter um coração batendo no peito. Numa bela noite de Lua ela resolveu findar o meu amor paixão e me enviou numa brisa suave o amor verdadeiro, calmo, sábio, lúcido , possível e pude perceber o que é realmente a felicidade plena e madura.Exatamente no dia 9 de novembro de 2007, essa data vai ficar marcada para sempre no meu ser. E no auge de felicidade no dia 18 de novembro , perante aos Deuses selamos a União , sem cerimônias formais, apenas um Fauno e uma pediatra recebendo as bênçãos de nossos pais divinos numa emoção e surpresa que fica difícil descrever. Apenas digo que valeu a pena cada lágrima derramada até aqui, valeu a pena cada momento em que senti a distancia dela na pele, cada pedacinho que meu coração se resumiu, hoje é um estrela que brilha no céu. Estrelas que bordei em meu zenite musical e enquanto esperava a felicidade chegar e que agora devolvo plena de gratidão. Tenho a alma leve, a alma de quem soube esperar o momento certo, a pessoa certa, mesmo que tropeçando em sonhos e ilusões desfeitos. Mas tudo vale à pena qdo a alma não é pequena e a minha alma é grande, é imensa, infinita. Agora, frente aos Deuses antigos sou um homem realizado, pleno e feliz que tem não apenas uma mulher, mas sim uma companheira que segura a minha mão todas as noites de profunda agonia que estou.E apartir de agora direi a ela digo baixinho: Bruna, você tem de mim o que ninguém nunca teve. Vc chegou aonde ninguém chegou: no fim do labirinto. E eu estava lá, esperando por vc.

e como voce mesma escreveu:

Bruninha: amore..." Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor. " (Drummond - O amor)bom, feliz aniversario! porque o presente ja chegou....sejamos muito felizes!!!!!


Seja lá o que acontecer, no final o amor vence.




Amo Voce, que Deus te de Sabedoria e dicernimento !





Sempre teu,

James

Saturday, November 03, 2007


AS SETE FACES DO DR. LAO

Charles Finney

(no qual a senhora Cassan, cidadã do município de Abalone, vai ao encontro de Apolônio de Tiana)


Uma viúva, a senhora Howard T. Cassan, leu o anúncio do circo do dr. Lao às dez e quinze. "...haverá um adivinho... protegido pelo véu do mistério... profecias invariavelmente exatas..."

A senhora Cassan estava sempre à procura de videntes. Quando não havia nenhum ela mesma deitava cartas ou fazia sessões mediúnicas com um copo virado de cabeça para baixo. Havia pedido que lhe lessem a sorte tantas vezes que a fim de cumprir todas as previsões ela teria de viver mais noventa e sete anos e conhecer e enfeitiçar todo um regimento de homens altos e morenos. –

Vou lá perguntar a esse homem... vamos ver... é, vou lá perguntar a ele sobre aquele poço de petróleo com que sonhei – disse consigo a senhora Howard T. Cassan.(...)


A viúva Howard T. Cassan chegou ao circo com seu frívolo vestido marrom e seus sapatos baixos e encaminhou-se diretamente para a tenda do vidente. Pagou a entrada e sentou-se para escutar seu futuro. Apolônio de Tiana avisou-a de que ela ficaria desapontada.- Não hei de ficar, se o senhor me disser a verdade – disse a senhora Cassan. – O que desejo saber, antes de mais nada, é quando vai jorrar petróleo naquele meu alqueire no Novo México.- Nunca – respondeu o vidente.- Bem... então, quando vou me casar outra vez?- Nunca.- Muito bem. Que espécie de homem vai surgir em minha vida?- Não haverá mais homens em sua vida – disse o vidente.- Bem, então do que me adianta viver, se não vou ficar rica, não vou me casar outra vez, nem vou conhecer novos homens?- Não sei – confessou o profeta – Só leio o futuro. Não o julgo.- Bem, eu paguei. Leia meu futuro.Apolônio leu:- Amanhã será como ontem e depois de amanhã como anteontem – disse Apolônio. – Vejo o resto dos seus dias como uma tediosa coleção de horas. A senhora não viajará a nenhum lugar. Não terá pensamentos novos. Não experimentará nenhuma nova paixão. Sua idade aumentará, mas não sua sabedoria. Crescerá seu formalismo, mas não sua dignidade. A senhora não tem na juventude, daquela curiosa simplicidade que no passado atraiu alguns homens, nada resta, nem a senhora as poderá reconquistar. As pessoas lhe falarão ou visitarão por pena ou solidariedade. Não porque a senhora tenha qualquer coisa a lhes oferecer. Já viu uma velha haste de milho que amarelece e definha, mas se recusa a morrer, na qual alguns passarinhos pousam de vez em quando, quase sem notar sobre o que estão pousados? Isso é a senhora. Não consigo imaginar qual seja seu lugar na organização da vida. Uma coisa viva deveria criar ou destruir, segundo sua capacidade ou capricho, mas a senhora não faz uma coisa nem outra. Vive a sonhar com coisas bonitas que gostaria que lhe acontecessem, mas que nunca acontecem; e imagina vagamente por que as jovens vidas ao seu redor, às quais ocasionalmente censura por uma suposta impropriedade, nunca lhe dão ouvidos e parecem fugir à sua aproximação. Quando a senhora morrer, será sepultada e esquecida, somente isso. Os agentes funerários a fecharão num ataúde à prova de vermes, com o que lacrarão, para a própria eternidade, a argila da sua inutilidade. A julgar por todo o bem e todo o mal, toda a criação e toda a destruição que sua vida pudesse haver provocado, a senhora poderia perfeitamente jamais ter existido. Não vejo propósito em talvida. Só vejo nela um desperdício chocante, vulgar.- Eu entendi o senhor dizer que não julgava vidas – disse a senhora Cassan rispidamente.- Não estou julgando. Estou apenas divagando. Hoje, por exemplo, a senhora está sonhando em achar petróleo num alqueire de terra que possui no Novo México. Não existe petróleo lá. A senhora sonha com um homem alto, moreno e belo que venha a cortejá-la. Não virá homem algum, nem moreno, nem alto, nem de qualquer espécie. No entanto, a senhora continuará a sonhar, apesar do que lhe digo. Continuará a sonhar durante a pequena ronda de suas horas, costurando, balançando-se, mexericando e sonhando. E o mundo gira, gira, gira. Crianças nascem, crescem, casam-se, adoecem e morrem, mas a senhora fica em sua cadeira de balanço, cose, mexerica e leva a vida. E a senhora tem voz ativa no governo, e um número suficiente de pessoas votando igual poderia mudar a face do mundo. Há algo terrível nessa idéia. Mas sua opinião pessoal sobre qualquer assunto no mundo é absolutamente desprezível. Não, não consigo atinar com a razão da sua existência.- Não lhe paguei para atinar com coisa alguma. Diga apenas meu futuro e pronto.- Estive dizendo seu futuro! Por que não ouve? Deseja saber quantas vezes ainda comerá alface ou ovos cozidos? Quer que eu enumere as vezes em que gritará bom dia para a vizinha sobre a cerca? Devo dizer-lhe quantas vezes mais a senhora comprará meias, irá à igreja, assistirá a filmes? Deverei fazer uma lista mostrando quantos litros de água a senhora ferverá no futuro para o chá, quantas combinações de cartas receberá no bridge, quantas vezes o telefone tocará nos anos que lhe restam? Deseja saber quantas vezes voltará a censurar o jornaleiro por não deixar o jornal no lugar que menos a irrita? Devo dizer-lhe quantas vezes mais a senhora se aborrecerá por chover ou deixar de chover, segundo seus caprichos? Devo calcular quantas moedas há de poupar regateando no mercado? Deseja saber tudo isso? Pois nisso, senhora Cassan, se resume seu futuro: fazer as mesmas coisas inúteis que tem feito nos últimos cinqüenta e oito anos. A senhora se defronta com uma repetição do seu passado, uma recapitulação dos algarismos na máquina de calcular de seus dias. Há apenas um algarismo brilhante, talvez: houve um pouco de amor em seu passado; mas não haverá nenhum em seu futuro.- Bem, devo dizer uma coisa: o senhor é o adivinho mais estranho que já vi em minha vida.- É minha cruz só ser capaz de dizer a verdade.- O senhor já amou?- Naturalmente. Mas por que a senhora pergunta?- Há um fascínio estranho em sua franqueza brutal. Eu imagino uma moça, ou melhor, uma mulher experiente, lançando-se a seu pés.- Houve uma moça, mas ela nunca se lançou a meu pés. Eu me lancei aos dela.- O que ela fez?- Ela riu.- Ela o magoou?- Sim. Mas depois disso nada me magoou muito.- Eu sabia! Sabia que um homem com sua terrível crueldade mental devia ter sido ferido por uma mulher, em alguma época. As mulheres são capazes de fazer isso a um homem, não é?- Creio que sim.- Pobre homem, pobre homem! O senhor não é muito mais velho do que, não é? Eu também fui magoada. Por que não poderíamos ser amigos, ou mais que amigos, quem sabe, e juntos remendar os farrapos de nossas vidas? Acho que eu seria capaz de compreendê-lo, consolá-lo e tomá-lo sob meus cuidados.- Minha senhora, eu tenho quase dois mil anos de idade, e sempre fui solteiro. É tarde demais para começar.- Ah, como o senhor é engraçado! Eu adoro brincadeiras! Nós nos daríamos esplendidamente, os dois, tenho certeza!- Sinto muito. Eu lhe disse que não haveria mais homens em sua vida. Não tente me fazer com que eu me desdiga, por favor. A consulta terminou. Boa tarde.A senhora Cassan começou a dizer alguma coisa, mas não havia mais ninguém com quem falar. Apolônio havia desaparecido com aquela presteza dominada apenas pelos mágicos de maior experiência. A senhora Cassan saiu para o clarão da tarde ensolarada. Lá fora encontrou Luther e Kate. Isso foi exatamente dez minutos antes da petrificação de Kate pela Medusa.- Querida – disse a senhora Cassan a Kate – esse adivinho é o homem mais magnético que já vi. Vou falar com ele de novo hoje à noite!- O que foi que ele disse sobre o petróleo? – perguntou Luther.- Ah, ele me encorajou muitíssimo!!!

Friday, June 22, 2007

The Pied Piper of Hamelin by Robert Browning



Verse 1
Hamelin Town's in Brunswick, By famous
Hanover city; The river Weser, deep and wide, Washes its wall on the southern side; A pleasanter spot you never spied; But, when begins my ditty, Almost five hundred years ago, To see the townsfolk suffer so From vermin, was a pity.


Verse 2
Rats! They fought the dogs and killed the cats, And bit the babies in the cradles, And ate the cheeses out of the
vats, And licked the soup from the cooks' own ladles, Split open the kegs of salted sprats, Made nests inside men's Sunday hats, And even spoiled the women's chats, By drowning their speaking With shrieking and squeaking In fifty different sharps and flats.


Verse 3
At last the people in a body To the Town Hall came flocking: ``Tis clear,'' cried they, ``our Mayor's a noddy; And as for our Corporation -- shocking To think we buy gowns lined with
ermine For dolts that can't or won't determine What's best to rid us of our vermin! You hope, because you're old and obese, To find in the furry civic robe ease? Rouse up, sirs! Give your brains a racking To find the remedy we're lacking, Or, sure as fate, we'll send you packing!'' At this the Mayor and Corporation Quaked with a mighty consternation.


Verse 4
An hour they sat in council, At length the Mayor broke silence: ``For a
guilder I'd my ermine gown sell; I wish I were a mile hence! It's easy to bid one rack one's brain -- I'm sure my poor head aches again, I've scratched it so, and all in vain Oh for a trap, a trap, a trap!'' Just as he said this, what should hap At the chamber door but a gentle tap? ``Bless us,'' cried the Mayor, ``what's that?'' (With the Corporation as he sat, Looking little though wondrous fat; Nor brighter was his eye, nor moister Than a too-long-opened oyster, Save when at noon his paunch grew mutinous For a plate of turtle green and glutinous) "Only a scraping of shoes on the mat? Anything like the sound of a rat Makes my heart go pit-a-pat!''


Verse 5
``Come in!'' -- the Mayor cried, looking bigger And in did come the strangest figure! His queer long coat from heel to head Was half of yellow and half of red, And he himself was tall and thin, With sharp blue eyes, each like a pin, And light loose hair, yet
swarthy skin No tuft on cheek nor beard on chin, But lips where smile went out and in; There was no guessing his kith and kin: And nobody could enough admire The tall man and his quaint attire. Quoth one: ``It's as my great-grandsire, Starting up at the Trump of Doom's tone, Had walked this way from his painted tombstone!''


Verse 6
He advanced to the council-table: And, ``Please your honours,'' said he, ``I'm able, By means of a secret charm, to draw All creatures living beneath the sun, That creep or swim or fly or run, After me so as you never saw! And I chiefly use my charm On creatures that do people harm, The mole and toad and newt and
viper; And people call me the Pied Piper.'' (And here they noticed round his neck A scarf of red and yellow stripe, To match with his coat of the self-same cheque; And at the scarf's end hung a pipe; And his fingers, they noticed, were ever straying As if impatient to be playing Upon this pipe, as low it dangled Over his vesture so old-fangled.) ``Yet,'' said he, ``poor piper as I am, In Tartary I freed the Cham, Last June, from his huge swarms of gnats, I eased in Asia the Nizam Of a monstrous brood of vampyre-bats: And as for what your brain bewilders, If I can rid your town of rats Will you give me a thousand guilders?'' ``One? fifty thousand!'' -- was the exclamation Of the astonished Mayor and Corporation.


Verse 7
Into the street the Piper stept, Smiling first a little smile, As if he knew what magic slept In his quiet pipe the while; Then, like a musical adept, To blow the pipe his lips he wrinkled, And green and blue his sharp eyes twinkled, Like a candle-flame where salt is sprinkled; And ere three shrill notes the pipe uttered, You heard as if an army muttered; And the muttering grew to a grumbling; And the grumbling grew to a mighty rumbling; And out of the houses the rats came tumbling. Great rats, small rats, lean rats,
brawny rats, Brown rats, black rats, grey rats, tawny rats, Grave old plodders, gay young friskers, Fathers, mothers, uncles, cousins, Cocking tails and pricking whiskers, Families by tens and dozens, Brothers, sisters, husbands, wives -- Followed the Piper for their lives. From street to street he piped advancing, And step for step they followed dancing, Until they came to the river Weser Wherein all plunged and perished! -- Save one who, stout as Julius Caesar, Swam across and lived to carry (As he, the manuscript he cherished) To Rat-land home his commentary: Which was, ``At the first shrill notes of the pipe, I heard a sound as of scraping tripe, And putting apples, wondrous ripe, Into a cider-press's gripe: And a moving away of pickle-tub-boards, And a leaving ajar of conserve-cupboards, And a drawing the corks of train-oil-flasks, And a breaking the hoops of butter-casks: And it seemed as if a voice (Sweeter far than by harp or by psaltery Is breathed) called out, `Oh rats, rejoice! The world is grown to one vast drysaltery! So munch on, crunch on, take your nuncheon, Breakfast, supper, dinner, luncheon!' And just as a bulky sugar-puncheon, All ready staved, like a great sun shone Glorious scarce an inch before me, Just as methought it said, `Come, bore me!' -- I found the Weser rolling o'er me.''


Verse 8
You should have heard the Hamelin people Ringing the bells till they rocked the steeple ``Go,'' cried the Mayor, ``and get long poles, Poke out the nests and block up the holes! Consult with carpenters and builders, And leave in our town not even a trace Of the rats!'' -- when suddenly, up the face Of the Piper perked in the market-place, With a, ``First, if you please, my thousand
guilders!''


Verse 9
A thousand
guilders! The Mayor looked blue; So did the Corporation too. For council dinners made rare havoc With Claret, Moselle, Vin-de-Grave, Hock; And half the money would replenish Their cellar's biggest butt with Rhenish. To pay this sum to a wandering fellow With a gipsy coat of red and yellow! ``Beside,'' quoth the Mayor with a knowing wink, ``Our business was done at the river's brink; We saw with our eyes the vermin sink, And what's dead can't come to life, I think. So, friend, we're not the folks to shrink From the duty of giving you something to drink, And a matter of money to put in your poke; But as for the guilders, what we spoke Of them, as you very well know, was in joke. Beside, our losses have made us thrifty. A thousand guilders! Come, take fifty!''


Verse 10
The Piper's face fell, and he cried, ``No
trifling! I can't wait, beside! I've promised to visit by dinner-time Baghdad, and accept the prime Of the Head-Cook's pottage, all he's rich in, For having left, in the Caliph's kitchen, Of a nest of scorpions no survivor: With him I proved no bargain-driver, With you, don't think I'll bate a stiver! And folks who put me in a passion May find me pipe after another fashion.''


Verse 11
``How?'' cried the Mayor, ``d'ye think I
brook Being worse treated than a Cook? Insulted by a lazy ribald With idle pipe and vesture piebald? You threaten us, fellow? Do your worst, Blow your pipe there till you burst!''


Verse 12
Once more he stept into the street, And to his lips again Laid his long pipe of smooth straight cane; And ere he blew three notes (such sweet Soft notes as yet musician's
cunning Never gave the enraptured air) There was a rustling that seemed like a bustling Of merry crowds justling at pitching and hustling, Small feet were pattering, wooden shoes clattering, Little hands clapping and little tongues chattering, And, like fowls in a farm-yard when barley is scattering, Out came the children running. All the little boys and girls, With rosy cheeks and flaxen curls, And sparkling eyes and teeth like pearls, Tripping and skipping, ran merrily after The wonderful music with shouting and laughter.


Verse 13
The
Mayor was dumb, and the Council stood As if they were changed into blocks of wood, Unable to move a step, or cry To the children merrily skipping by, And could only follow with the eye That joyous crowd at the Piper's back. But how the Mayor was on the rack, And the wretched Council's bosoms beat, As the Piper turned from the High Street To where the Weser roll’d its waters Right in the way of their sons and daughters! However he turned from South to West, And to Koppelberg Hill his steps addressed, And after him the children pressed; Great was the joy in every breast. ``He never can cross that mighty top! He's forced to let the piping drop, And we shall see our children stop!'' When, lo, as they reached the mountain-side, A wondrous portal opened wide, As if a cavern was suddenly hollowed; And the Piper advanced and the children followed, And when all were in to the very last, The door in the mountain-side shut fast. Did I say, all? No! One was lame, And could not dance the whole of the way; And in after years, if you would blame His sadness, he was used to say, -- ``It's dull in our town since my playmates left! I can't forget that I'm bereft Of all the pleasant sights they see, Which the Piper also promised me. For he led us, he said, to a joyous land, Joining the town and just at hand, Where waters gushed and fruit-trees grew, And flowers put forth a fairer hue, And everything was strange and new; The sparrows were brighter than peacocks here, And their dogs outran our fallow deer, And honey-bees had lost their stings, And horses were born with eagles' wings; And just as I became assured My lame foot would be speedily cured, The music stopped and I stood still, And found myself outside the hill, Left alone against my will, To go now limping as before, And never hear of that country more!''


Verse 14
Alas, alas for Hamelin! There came into many a
burgher's pate A text which says that heaven's gate Opes to the rich at as easy rate As the needle's eye takes a camel in! The mayor sent East, West, North and South, To offer the Piper, by word of mouth, Wherever it was men's lot to find him, Silver and gold to his heart's content, If he'd only return the way he went, And bring the children behind him. But when they saw 'twas a lost endeavour, And Piper and dancers were gone for ever, They made a decree that lawyers never Should think their records dated duly If, after the day of the month and year, These words did not as well appear, ``And so long after what happened here On the Twenty-second of July, Thirteen hundred and seventy-six:'' And the better in memory to fix The place of the children's last retreat, They called it, the Pied Piper's Street -- Where any one playing on pipe or tabor, Was sure for the future to lose his labour. Nor suffered they hostelry or tavern To shock with mirth a street so solemn; But opposite the place of the cavern They wrote the story on a column, And on the great church-window painted The same, to make the world acquainted How their children were stolen away, And there it stands to this very day. And I must not omit to say That in Transylvania there's a tribe Of alien people who ascribe The outlandish ways and dress On which their neighbours lay such stress, To their fathers and mothers having risen Out of some subterraneous prison Into which they were trepanned Long time ago in a mighty band Out of Hamelin town in Brunswick land, But how or why, they don't understand.


Verse 15
So, Willy, let me and you be wipers Of scores out with all men -- especially pipers! And, whether they pipe us free from rats or from mice, If we've promised them
aught, let us keep our promise!

The Pied Piper of Hamelin



Há muito, muitíssimo tempo, na próspera cidade de Hamelin, aconteceu algo muito estranho: uma manhã, quando seus gordos e satisfeitos habitantes saíram de suas casas, encontraram as ruas invadidas por milhares de ratos que iam devorando, insaciáveis, os grãos dos celeiros e a comida de suas bem providas despensas.
Ninguém conseguia imaginar a causa de tal invasão e, o que era pior, ninguém sabia o que fazer para acabar com tão inquietante praga.
Por mais que tentassem exterminá-los, ou ao menos afugentá-los, parecia ao contrário que mais e mais ratos apareciam na cidade. Tal era a quantidade de ratos que, dia após dia, começaram a esvaziar as ruas e as casas, e até mesmo os gatos fugiram assustados.
Ante a gravidade da situação, os homens importantes da cidade, vendo perigar suas riquezas pela voracidade dos ratos, convocaram o conselho e disseram: Daremos cem moedas de ouro a quem nos livrar dos ratos.
Pouco depois se apresentou a eles um flautista taciturno, alto e desengonçado, a quem ninguém havia visto antes, e lhes disse: "A recompensa será minha. Esta noite não haverá um só rato em Hamelin".
Dito isso, começou a andar pelas ruas e, enquanto passeava, tocava com sua flauta uma melodia maravilhosa, que encantava aos ratos, que iam saindo de seus esconderijos e seguiam hipnotizados os passos do flautista que tocava incessantemente.
E assim ia caminhando e tocando, levou-os a um lugar muito distante, tanto que nem sequer se poderia ver as muralhas da cidade.
Por aquele lugar passava um caudaloso rio onde, ao tentar cruzar para seguir o flautista, todos os ratos morreram afogados.
Os hamelineses, ao se verem livres das vorazes tropas de ratos, respiraram aliviados. E, tranqüilos e satisfeitos, voltaram aos seus prósperos negócios e tão contente estavam que organizaram uma grande festa para celebrar o final feliz, comendo excelentes manjares e dançando até altas horas da noite.
Na manhã seguinte, o flautista se apresentou ante o Conselho e reclamou aos importantes da cidade as cem moedas de ouro prometidas como recompensa. Porém esses, liberados de seu problema e cegos por sua avareza, reclamaram: “Saia de nossa cidade! Ou acaso acreditas que te pagaremos tanto ouro por tão pouca coisa como tocar a flauta?".
E, dito isso, os honrados homens do Conselho de Hamelin deram-lhe as costas dando grandes gargalhadas.
Furioso pela avareza e ingratidão dos hamelineses, o flautista, da mesma forma que fizera no dia anterior, tocou uma doce melodia uma e outra vez, insistentemente.
Porem esta vez não eram os ratos que o seguiam, e sim as crianças da cidade que, arrebatadas por aquele som maravilhoso, iam atrás dos passos do estranho músico. De mãos dadas e sorridentes, formavam uma grande fileira, surda aos pedidos e gritos de seus pais que, em vão, entre soluços de desespero, tentavam impedir que seguissem o flautista.
Nada conseguiram e o flautista os levou longe, muito longe, tão longe que ninguém poderia supor onde, e as crianças, como os ratos, nunca mais voltaram.
E na cidade só ficaram a seus opulentos habitantes e seus bem repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por suas sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.
E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.
Irmãos Grimm

Saturday, June 09, 2007

P.I. Tchaikovsky


"Acredito que o criador que despreza e renega a sua criação individual, recorrendo sempre a efeitos engenhosos e traindo o seu talento, a fim de conquistar aceitação e aplauso, não é e jamais será um artista genuíno. Conseguirá sucesso efêmero, mas sem construir uma obra duradoura "
Finalmente meu CD "James Strauss play´s Tchaikovsky " está pronto e vai pra prensagem semana que vem!
Me sinto como se tivesse parindo. Mas ficou lindo desde a performance ate a capa e tudo mais!
Bravo pra todos que colaboraram de uma forma ou de outra.

Wednesday, May 23, 2007

Eight Seasons II - (sentes?)


Por Annie dos Ventos - para James




Consegue sentir,
A suave brisa
Que acaricia seu rosto?
Consegues contemplar,
A beleza que anseia lhe tocar, lá fora?
Escuta!?
A eterna melodia
Que é sussurrada,tocada,entoada
Especialmente para você?
Espalharia aos quatro ventos
Em sua bela voz
Tudo o que lhe tocou
Em sua alma,
Seu coração?
Tudo é música, melodia,
Dentro de você
E fora também.
Apenas permita...
Em notas suaves,fortes e "imperiais"
A canção está presente além do Nascer e Pôr do Sol
Em uma tranquilidade preguiçosa
No entardecer de um domingo de Verão.
A canção lhe acompanha
Nas nuvens tempestuosas das madrugadas
Frias e solitárias de um inverno
Que pede recolhimento e reflexão.
O que você faz?
Quando a Música
Chega até você , de forma intensa e inesperada
E te olha
Através de seu sono e sonhos
De uma noite de Outono
Onde lá fora
A chuva completa
O grande ciclo.
A vida renasce,então
Em pequenos brotos
Que se espicham
Para fora da terra.
O que você faz?
A Música lhe presenteia em seu imenso sorriso
Ao chegar da Primavera
Quando finalmente tens a percepção
E sente
O grande Jardim Florido
De Sentimentos
Paixões
Atos
Morte e Vida
O Universo
do Tudo e do Nada.
Entoado em quatro tempos (sentidos,sentimentos,emoções,sensações)
As oito Estações
Essência embalada
Em desafios e vitórias
Vento assoprado fortemente
Para levar uma grande história,
História do tempo-espaço
Dos Sentidos, do Sentir.
Infinitamente, Eternamente.

A Flauta Encantada - para James Strauss


Por Annie dos Ventos

Há muito, muito tempo...Existia um pequeno vilarejo, povoado por seres encantados, onde a magia reinava livre por ali.Fadas, silfos, salamandras e todo tipo de seres que nossa imaginação conseguia e não conseguia imaginar circulava por ali.Somente os seres chamados humanos olhavam estranhamente os seres portadores da magia. Os seres chamados humanos eram os portadores da escolha.Num simpático entardecer, uma fadinha esbarrou num solitário tronco de uma árvore, árvore essa, que não tinha um nome, e que se perguntava a si mesma que tipo deárvore iria se tornar?Ah, apenas ,esperando o tempo para saber.O tronco aparentava estar ali muito, muito tempo.Tempo demais, na verdade.A fadinha resolveu sentar se no tronco para descansar um pouco.Tomada de um súbito sono,adormeceu embalada pelo pôr do sol.Em meio ao sono, ouviu uma estranha cantoria que parecia vir de muito longe.A melodia vibrava em notas cadenciadas, chegando a ela em um sopro assoviado ritmico mas triste. A fadinha sentia todo seu ser aconchegado na melodia. Despertou assustada com o choque de se encontrar toda ensopada! Estava chovendo.Ficou ainda mais assustada pois sentiu um desespero muito grande dentro de si. O desespero de não poder compartilhar com o mundo tudo o que tinha sentido.O frio e o vazio que sentia a faziam tremer , batendo os dentes.Sobrevoou para dentro do tronco que era oco por dentro... Oco.?As lágrimas correram soltas pelo rosto da fadinha.Aquele vazio estava preenchido por tudo aquilo que ela havia sentido, regida pela melodia que tinha escutado.Percebeu, finalmente, com grande surpresa o causador daquilo tudo que tinha sentido. Aquele tronco!O tronco apenas sentia a presença da fadinha.E sentiu o que seria um sorriso dentro dele. A fadinha pegou sua varinha de condão e tocou gentilmente no tronco.Muito, muito tempo se passou... E o tronco continuou ali,com suas sensações,observando, captando, o que ia a sua volta.Foi num desses dias onde murmurava timidas notas ao vento, notas essas que contava a quem quisesse ouvir sobre a grande imensidão do universo e seus mistérios.Num desses dias, sentiu "algo" o segurar e assoprar. Uma linda melodia se fez ouvir. O vilarejo inteiro a escutou. E choraram emocionados. O desespero que o tronco (que tinha se transformado em uma flauta) sentia, enfim se dissipou, na música que foi assoprada pelo portador da escolha.E foi assim que a Magia e a Escolha começaram a caminhar juntas.